Dupla Imbatível

Diogo-Amaral-e-Che (1)

Fotografia: Salvador Colaço

Às vezes dou por mim a observar o Mateus e o Che, o meu cão, a brincarem. Fico atento a tentar perceber a forma como se entendem, como comunicam e inevitavelmente a aprender com aquela cumplicidade. É muito engraçado perceber como o Mateus aprendeu depressa que não adianta falar com o Che (através de uma linguagem criada pelo próprio Mateus, imperceptível ao ser humano e ainda mais a um cão! Mas que nós, Pais, percebemos como se sempre a tivessemos conhecido), nem fazer-lhe um desenho mas a verdade é que se entendem muito bem, até porque há sempre imensas brincadeiras para inventar. Por várias vezes, lá vai o Mateus às escondidas dar um bocadinho do seu jantar ao Che, ou abraçá-lo. Todos os dias o Mateus lhe dá um dos seus abraços apertados (no mínimo!).

Picture6

 

O Che é meu companheiro há 14 anos, nunca me abandonou , está sempre, nos dias bons e nos dias maus, para mim, à minha espera, feliz, a ensinar-me a ser uma pessoa melhor, mais atenta, mais tolerante. Note-se que 14 anos para nós, são mais de 100!

Tudo isto para vos dizer que no início, quando soube que ia ser Pai, já havia o Che e não deixei de me preocupar, com alguma ansiedade até, com a adaptação que necessariamente teria de ser feita mas desde o primeiro momento senti que havia uma aceitação que confesso, por mais que estivesse à espera que corresse tudo bem, acabou por me surpreender e superar as expectativas. São como irmãos.

Obviamente que essa adaptação foi gradual, promovida com tempo de qualidade entre os dois e adequada à idade do Mateus, bem como ao dia-a-dia do Che e ao seu espaço. É necessário perceber que já havia um espaço e uma rotina que de repente se alterou e precisamos de lhes dar tempo, aos nossos cães. Acima de tudo respeitá-los como membros da família que são e perceber o que está bem e menos bem para eles, ou onde estamos a falhar se quando chegamos, ao fim do dia, não nos cumprimentam como se não nos vissem há meses.

Picture4

Fotografia: Salvador Colaço

Contudo, correu tudo muito bem e sempre que posso, lá vou eu com os dois amigos dar um passeio, para poderem correr e brincar ao ar livre. Como refere o 10º direito, dos Direitos dos Animais, “O Homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais”.

Se calhar deixo-te os direitos dos nossos animais, para que também tu possas transmitir a alguém ou evitar situações de risco,

1 – Todos os animais têm o mesmo direito à vida.

2 – Todos os animais têm direito ao respeito e à proteção do homem.

3 – Nenhum animal deve ser maltratado.

4 – Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat.

5 – O animal que o homem escolher para companheiro não deve ser nunca ser abandonado.

6 – Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor.

7 – Todo ato que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida.

8 – A poluição e a destruição do meio ambiente são considerados crimes contra os animais.

9 – Os diretos dos animais devem ser defendidos por lei.

10 – O homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais.

Para a próxima vou contar-vos a minha ligação à Unchainmee Internacional e como é necessário estarmos alerta para todas as questões dos nossos, e de todos os animais.

Picture2

Picture1

Picture3

Picture5

Picture7

5 Comment

  1. sonia says: Responder

    Adorei este post. Sempre tivemos cães cá em casa. E, quando a Matilde nasceu, receávamos que a Erika, a nossa cadela, fosse ter ciúmes. Mas não; nem um bocadinho; aliás, a ligação delas já existia ainda a M. não tinha nascido; quase todos os dias, quando estava grávida, a Erika gostava de cheirar a minha barriga. Os anos foram passando e recordo-me de surpreender a M. a comer ração da cadela (para ela, eram biscoitos como os dela). A cara que fez não me esquecerei nunca! E, pelos vistos, o pai da M. não se esquecerá da minha… 🙂 Hoje temos um casal de labradores; a Eva e o Gaspar. Lindos, meigos mas muito muito estouvados. E a relação entre a M. e os nossos cães continua única, cúmplice e fenomenal. Não lhe obedecem nem um bocadinho; mas ela também não faz questão… 🙂

  2. Olá!
    Tenho 2 cães e uma gata. A minha casa seria um zoo se não fosse a harmonia com que se dão… Antes deles ainda tive a Husky Nala que ainda nos encheu o quintal de cachorrinhos! Que saudades dela!
    A minha cadela Luna é a filha do meio! É uma Samoyedo branca de olhos azuis a que eu carinhosamente chamo de “olhinhos lindos”. Temos o sénior cá em casa: o Gil, é um caniche arraçado de cão de água que fez este ano 17 anos! Já está cego mas isso não o impede de seguir-nos para todo o lado. E depois temos a Estrela a gata de 2 anos que não é um espectáculo mas sim um tourné de shows inteira! Lol 😀 = )>
    Os animais acabam por se adaptar com muita facilidade a crianças e eu fui testemunha disso em primeira mão.
    A Luna sempre teve o hábito de tentar chegar ao pé de todas as pessoas que vê na rua. Na brincadeira costumo dizer “que se atira a tudo o que mexe e come tudo o que não mexe”.
    Um dia, quando ela era ainda pequena, fui passear com ela e uma criança aproximou-se para lhe dar uma festa. A minha cadela parece um peluche vivo para a maioria das pessoas, por isso, não me surpreendeu. Avisei a menina que a Luna gosta de se atirar para brincar e apesar de não ser por mal, eu tinha medo da reacção e prometi-lhe que não a deixava magoá-la. Foi ai que a Luna me ensinou uma coisa. Ela conseguiu perceber que a menina que estava à frente dela era uma “pessoa pequenina”, tal como ela era um “animal pequenino”.
    Ao contrário de todas as outras vezes, ela sentou-se e baixou a cabeça ligeiramente para deixar a criança lhe dar festinhas na cabeça. Nunca mais me esqueci!
    Os animais são puro amor! Na minha casa em 6 meses ficam malucos: A Luna anda de marcha atrás, o Gil é a sombra da minha mãe e a Estrela apesar de se assustar com facilidade é a Indiana Jones das lagartixas, não lhe escapa uma!
    Mas eu não os queria de outra maneira! = )

  3. Nani says: Responder

    Tenho agora uma Mollie tambem é uma cokker e é uma ternura e a delícia da minha neta. Mais um membro da familis que é tratada com muito amor e respeito

  4. Inês Costa says: Responder

    Adorei o post! É tudo verdade. Adoro animais e não suporto quem lhes faz mal! Afinal, “quem não é bom para os animais, também não é bom para as pessoas”.

  5. Joana says: Responder

    O Che era um assassino. Devias considerar mudar o nome ao cão.

Deixe uma resposta