Ir e voltar

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Nunca tinha estado tanto tempo sem o Mateus. Para mim, não é uma coisa dramática (apesar de custar um bocadinho) porque eu acho que as saudades te ajudam a dar ainda mais valor às coisas e às pessoas, e isso é bom.

Cheguei tarde e por isso já não apanhei o Mateus acordado. No dia a seguir fui acordá-lo e a primeira coisa que ele disse foi “O pai já não está na Madeira?“.

Não, não está. Como é óbvio, tirei o dia para matar as saudades todas. Fui uma espécie de assassino em série das saudades. Em relação ao Mateus, qualquer pai que esteve uma temporada (maior ou menor) fora sabe que quando volta fazes uma espécie de “descubra as diferenças”… É giro ver os pequenos pormenores que mudaram, ver que cresceu, ouvir as novas frases e expressões, as novas palavras e as que aprendeu a dizer melhor, as novas brincadeiras. Toda essa grande novidade que o “voltar” dá. E é por isso que de certa forma até é bom “ir”.

Em relação a todos os rituais de regressar… Já fui, claro, dar uma volta pela minha cidade, matar saudades de Lisboa. E claro, dos amigos. Já fui beber os cafés da praxe, dar aqueles dois dedos de conversa. Quando estás fora um mês, ainda por cima quando tens o foco muito específico do trabalho, eu pelo menos isolo-me um bocadinho. E agora é preciso regressar à vida normal.

Ficam as saudades de um trabalho que correu muito bem, de uma junção de pessoas que por mais tempo que passe sei que, quando nos encontrarmos, vamos sempre falar da nossa estadia em Porto Santo.

A conclusão é uma: voltar é muito bom e traz coisas boas.

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Lisboa na ida
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Mateus na volta

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