Missão Impossível: bebés e aviões

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Good afternoon passengers, this is your captain speaking. We are currently cruising at an altitude of 33,000 feet at an airspeed of 400 miles per hour. The time is 10:25 pm. The weather looks good and with the tailwind on our side we are expecting to land in Philadelphia at …

E foi nesta altura que o Mateus acordou, meia hora depois do voo partir, contra tudo o que nós esperávamos. Escolhemos meticulosamente o voo para estar ajustado aos horários de dormida do Mateus. Tudo estava a decorrer conforme o plano – pouco antes de entrar no avião, ele adormeceu. Tirámo-lo do carrinho, entrámos, e ele na terra dos sonhos. O avião subiu às nuvens e, meia hora depois… Começa a saga. A saga que todos nós tememos – um bebé que não pára de chorar num voo de longo curso. 10 horas de soluços, choro e até gritos.

E se, antes de ser pai, eu era aquela pessoa resmungona que não suportava ir perto de bebés nos aviões, que passava julgamentos mentais e atestados de incompetência aos pais dessas crianças (pensando eu que a culpa era deles por não saberem controlar os seus rebentos)… sei agora o que é estar do outro lado, o que é ter um bebé nos braços que, por mais que tentemos, simplesmente não pára de chorar. Mas é que não pára de chorar mesmo, horas e horas a fio. Eu fiz tudo menos fazer o pino. E só não fiz o pino porque o espaço era apertado. Absolutamente nada funcionou. O Mateus continuou a sua birra, presenteando todos o passageiros com o seu sofrimento. E esse sofrimento passou a ser de todos nós, durante aquelas 10 infinitas horas.

Admito agora o meu erro e peço desculpa a todos os pais a quem lancei olhares reprovadores no passado. Desde que fiz a primeira viagem com o Mateus que acho que os pais que enfrentam esta difícil tarefa de levar um bebé numa viagem de avião de longo curso, deviam ser condecorados pelo Presidente da República. Eu, que já viajei três vezes de avião com um filho bebé, devia ser Sir Diogo Amaral e ter uma estátua em Belém.

Tenho dito.

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2 Comment

  1. […] E desta vez, o Mateus não desatou a chorar. O Mateus não fez uma birra interminável, como aquela que descrevi no artigo Missão Impossível: bebés e aviões. […]

  2. […] escrevo que envolve o Mateus e os Aviões. Acho que se está a tornar numa saga… Primeiro, a Missão Impossível de fazer viagens de longo curso com um bebé, como aquela que fizemos para os Estados Unidos. […]

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