Missão Possível: Mateus e Aviões

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Good afternoon passengers, this is your captain speaking. We are currently cruising at an altitude of 33,000 feet at an airspeed of 400 miles per hour. The time is 10:25 pm. The weather looks good and with the tailwind on our side we are expecting to land in Paris at …

E desta vez, o Mateus não desatou a chorar. O Mateus não fez uma birra interminável, como aquela que descrevi no artigo Missão Impossível: bebés e aviões.

Confesso que, enquanto pai prestes a viajar SOZINHO com a minha criança de 2 anos, estava bastante ansioso. Entre as 50 malas que carregava às costas e a antecipação de birra mal o avião levantasse voo, facilmente apostaria que toda a experiência seria terrorífica. Aliás, todas as pessoas que por nós passaram no aeroporto, olharam para mim com um nítido olhar de pena, como quem diz… “Coitado”. Mas esta missão de viajar sozinho com o Mateus para irmos ter com a Vera a Paris foi uma missão POSSÍVEL! Possível e concretizada.

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E se, quando o piloto terminou o seu pequeno discurso, eu respirei de alívio por o Mateus continuar tranquilamente sentado no seu lugar, a paz durou pouco tempo. Azar dos azares, o Mateus não era o único bebé naquele voo. E deve haver alguma Lei de Murphy que diz que é obrigatório, em qualquer e todo o avião, haver uma criança a chorar (gritar) desalmadamente. Durante o voo inteiro.

Nota: Não é o Mateus que está a fazer estes sons.

E foi isto. No fundo achei engraçado, porque ia mentalmente preparado para estar no papel do pai que não consegue fazer o filho parar de chorar (been there before). No fim de contas, fui o pai que foi a viagem toda a brincar com o filho. O Mateus já é crescido e, pela primeira vez, teve um lugar só para ele. Também pela primeira vez, adorou andar de avião. Aliás, transformou o avião no seu pequeno parque de diversões, com brincadeiras tão divertidas como: abrir e fechar a janela ininterruptamente durante uma boa meia hora. Das coisas mais divertidas da história da humanidade. Às vezes gostava tanto de voltar a ser criança e descobrir toda esta diversão no mundo.

E pronto. Se na saga “Missão Impossível: bebés e aviões” eu disse que pais que viajam com filhos bebés deviam ser condecorados pelo Presidente da República, agora digo: eu, que viajei SOZINHO com uma criança de dois anos, devia ser canonizado pelo Papa.

Fico à espera.

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6 Comment

  1. Lara says: Responder

    O que eu me rio…

  2. Susana says: Responder

    Fantástico eu admiro imenso o Diogo a Vera e dou tanto valor a um casal como vocês beijocas a esse menino que se portou muito bem.

  3. Joana says: Responder

    Como eu compreendo! 😀

  4. Sónia says: Responder

    Lol….sei bem o que isso é….gritos e choros. 😁😁✈✈😬😬

  5. Sofia says: Responder

    Faço viagens (umas vezes sozinha, outras vezes com o pai também) para Moçambique à cerca de 2 anos com a minha filhota. Ela tem a idade do Mateus. Por acaso correram sempre bem 🙂 Mas posso garantir que levo um saco cheio de atividades para a entreter. Colocamos uma capulana no chão e ali vamos nós. Só é complicado quando temos que apertar os cintos 🙂

  6. Joana says: Responder

    A primeira viagem de avião que fiz foi sozinha com a minha filhota de 6 meses (tb uma estreia para ela). Já não bastava estar nervosa pela primeira experiência num avião, como também não sabia como ia reagir a “piquena”.

    Conclusão: ela dormiu quem nem um anjinho toda a viagem e eu…bem, eu fui sempre de olho aberto pq isto de viajar com bebés nunca se sabe!

    E agora já com 4 anos lá vai ela feliz quando vê que vamos “ao avião”… feliz para ver as nuvens que ao final de 10 minutos só as vê nos sonhos,porque continua a dormir que nem um anjinho.

    Saiu-me a sorte grande!!

    ☺😊😊

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